domingo, 31 de janeiro de 2010

wake up, wake up!

    

I try to make it happen, try to make it alright
I know I make mistakes
I'm living life day to day, it's never really easy.
But it's ok.
Wake up, wake up!
    
Acordei cedo, às oito horas. E com a impressão de que o dia será muito bom. Sabe quando a gente acorda de um jeito, pensando em uma coisa sem explicação e com um motivo para sorrir? Pois é, esse é o meu dia. Claro que, acordei pensando no de sempre. Na pessoa de sempre. Mas existem dias que são diferentes, o pensamento invade nossas cabeças e começamos a sorrir feito crianças. Com isso, uma disposição absurda chega - haha, mas obviamente, voltarei a dormir. Não existem muitas coisas capazes de arrancar de mim um sorriso tão natural e tão feliz. Tive uma noite boa, sem pesadelos, só com alguns sonhos estranhos, dos quais eu não me lembro bem. E acordei assim, sorrindo à toa. Não sei bem quais foram os motivos que me trouxeram tanta felicidade... Ou sei? Pois bem. Há uma semana atrás, minha vida estava simplesmente desmoronando, virada de ponta cabeça e eu acordava sempre com o mesmo pensamento: por que é que tenho que acordar? Hoje é diferente. Tenho razões para acordar, tenho razões para viver. E o mais absurdo nisso, é a felicidade duplificada por acordar assim. É uma sensação tão boa. Durante esses dias é que se percebe o quão somos felizes e não sabemos, às vezes escondemos e ao invés dela mostramos apenas irritação. Não que a vida seja feita de apenas de grandes alegrias e coisas boas. Não, não é. Mas ela é muito mais preciosa do que conseguimos - e às vezes queremos acreditar - ver. Quisera eu, acordar todos os dias assim. Mas me contento com um dia de cada vez, pois em cada vez, a felicidade é diferente. Só uma coisa é igual. Ela tem nome. E o nome, é sempre o mesmo.

    

sábado, 30 de janeiro de 2010

oh, sweetheart?

     
- Bom dia! - sussurrou ele, fazendo-a se arrepiar.
- Bom dia, sweetheart. - respondeu ela.
Por que soava tão infantil? Quer dizer, era uma forma de descrever a doçura dele para com ela, mas, tinha de ser em inglês? Ugh. Ela tinha raiva disso às vezes, tudo que dizia soava tão falso. Não que fosse, porque certamente não era. Mas parecia... Pelo menos para ela. Tomara que ele nunca perceba, pensou.
Os pensamentos aconteceram por meio segundo, mas lhe pareceu uma eternidade. Bom, mas foi o bastante para ele a encarar com aquele olhar que ela tão bem conhecia. Tão lindinho. Olha aí de novo! Lindinho? Por que não, ''lindo''? Ugh.
- O que é que você tem?
- Ahn... Nada. Apenas estou pensando.
- No quê?
Ele tinha essa mania. De querer saber seus pensamentos justamente quando não era para fazê-lo. O que ela iria dizer? ''Sweetheart, eu simplesmente acho que não consigo dizer as palavras certas, de como eu te amo''. Tudo bem, sem o sweetheart, talvez. Pensou, pensou, e por fim suspirou.
- Eu não consigo dizer as palavras certas.
Uau! Sem nenhum diminutivo, ou... Sweetheart.
- Dizer as palavras certas para o quê?
Por quê? Por que ele não podia apenas adivinhar seus pensamentos sem que ela precisasse dizê-los? Agora ele deveria adivinhar.
E foi aí que percebeu. Numa pergunta aparentemente boba em seu interior, percebeu o porquê. Tinha certa vergonha de dizer exatamente o que dizia. Mas se tinha, como conseguira escrever todas aquelas cartas apaixonadas para ele? Hm, porque talvez, fosse fácil escrevê-las. Mas acabara entendendo, se escondia em diminutivos e palavras em inglês para aliviar o constrangimento de dizê-las.
Não, isso não está certo, pensou ela. Era ridículo. Não é certo, sendo que ela o amava perdidamente e queria - e muito - dizer isso a todo momento. Queria expor que a sua vida se resumia a uma palavra: ele. Que ele era o cara certo, que nunca iria amar ninguém assim.
Subitamente, tomou uma decisão. Nunca mais faria isso, de tentar esconder o que sentia, mesmo que sem querer. Não abriria das palavras ''fofinhas'', é claro, mas diria com todas as palavras o que sentia por ele. Novamente, pensou terem se passado horas, quando apenas só tinham se passado segundos. Então, quando retornou à realidade, se aproximou mais ainda do corpo dele, segurou sua mão fortemente, mas sem apertá-la. Seu rosto ficou a centímetros do dele, e se afogou por alguns instantes naqueles olhos que diziam simplesmente tudo o que não conseguia dizer. E olhando naqueles olhos, começou:
- Dizer com as palavras certas ''eu te amo''...
Ele a interrompeu.
- Mas, eu sei que me ama!
- Sim, eu sei que sabe. Mas às vezes, gostaria de dizer isso de uma forma melhor, menos fantasiosa e que pareça mais verdadeira. Sempre que eu lhe disse que te amava, era verdade, mas sentia que não soava como eu queria. Posso começar agora, sem me interromper? - e riu.
- É claro que pode, estou esperando!
Ah, sempre aquele bom humor. Uma das coisas que ela amava tanto.
- Essa é uma das coisas que eu nunca consegui dizer... Esse seu jeito. Sempre brincalhão, o bom humor. Eu sempre amei isso, porque também me faz rir. Eu te amo por isso e tantas outras coisas. Não são motivos, pois ninguém ama o outro por isso, ou aquilo. Mas são coisas que me fazem te amar mais ainda. Todas as vezes que me liga durante a madrugada, todas elas, sinto que meu coração pode sair pela boa a qualquer momento. Mesmo depois de tanto tempo... Eu ainda sinto isso. Sinto o arrepiar sempre que chega mais perto. As borboletas no estômago toda vez que segura a minha mão. E os beijos? Meu coração acelera e bate desesperadamente... E quando você vai embora, ele pára de bater. O que eu faria sem você por perto? É você que faz minha vida ter sentido, e ela têm, pois você está nela. E quero que esteja para sempre.
Ele não disse nada. Pela primeira vez, não disse uma palavra sequer. Isso a assustou, ele apenas ficou lá, a olhando daquele jeito.
- O que foi? Eu disse algo que...
E assim, ele colocou o dedo em seus lábios para fazê-la parar de falar. E não disse nada. Apenas a beijou com nunca havia beijado, depois de tantos beijos... Todos eram maravilhosos para ela. Mas este, era especial. Ela sentia a paixão, todo o amor. Sentia em todos os outros, mas nesse, havia a necessidade de expressar exatamente o que sentia.
     

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

teardrops on.

and he's all that I need to fall into.. he looks at me, I fake a smile so he won't see.

Qual garota já não sonhou que ele havia olhado para ela? Que aquele garoto, o garoto dos sonhos olhasse para ela? Todos já passaram por isso em algum momento da vida. E depois de um tempo, você pensa ''Mas que grande bobagem!''... E de fato, um sonho que na época em que é sonhado é tão grande, mas que na verdade não passa de uma bobagem. A vida passa, e a gente percebe que existem tantas coisas importantes na vida. Que um amor de infância, ou adolescência, acontece sim e com muita força, mas nada realmente verdadeiro e que não vale a pena sofrer por ele. Claro, que quando acontece é como se esse fosse o maior problema e que nunca iria se resolver, tudo é muito triste e cheio de drama. Você pensa que vai amá-lo pra sempre, que nunca vai gostar de outra pessoa. Mas passa. Quando você menos espera, pode encontrar aquela pessoa especial. Sem aviso prévio e nem nada. Ele apenas vem, e você entende que esse sim, pode ser o amor da sua vida. Que essa pessoa sim, ela é a pessoa dos sonhos. Que tudo que sentiu foi apenas um treino, uma forma de se fortalecer pra realidade, uma realidade mil vezes melhor quanto qualquer sonho que você já teve. E no fim, rirá de tudo. De todas as lágrimas caindo pela face por aquele garoto que não te dava bola, que nem ligava pra você. Ainda bem, que nesse caso, a história sempre termina como nos contos de fadas. E assim, será feliz para sempre. No meu caso, felizes para sempre.